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Vacina inativada da pólio completa 10 anos com baixa adesão no Brasil

Há 10 anos, o Zé Gotinha ganhou um aliado de peso para manter a paralisia infantil longe das crianças brasileiras: a vacina inativada contra a poliomielite, cuja injeção intramuscular é considerada mais eficaz e segura que as famosas gotinhas que erradicaram a doença no Brasil e em boa parte do mundo. Apesar disso, o aniversário de uma década dessa vacina no Programa Nacional de Imunizações (PNI) está sendo lembrado em agosto deste ano com preocupação por parte de pesquisadores e autoridades de saúde: enquanto a doença reaparece em algumas partes do mundo, a cobertura vacinal contra a pólio no Brasil está cada vez mais longe da meta de 95% das crianças protegidas. A vacina inativada contra a poliomielite foi introduzida em 2012 com duas doses, mas foi ampliada para três doses em 2016. O PNI recomenda que elas sejam administradas aos 2, 4 e 6 meses de idade, conferindo uma imunidade que só é reforçada aos 15 meses e aos 4 anos, com as gotinhas da vacina oral. Segundo o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), as doses previstas para a vacina inativada contra a pólio atingiram a meta pela última vez em 2015, quando a cobertura foi de 98,29% das crianças nascidas naquele ano. Depois de 2016, a cobertura caiu para menos de 90%, chegando 84,19% no ano de 2019. Em 2020, a pandemia de covid-19 impactou as coberturas de diversas vacinas, e esse imunizante chegou a apenas 76,15% dos bebês. Em 2021, que ainda pode ter dados lançados no sistema, o percentual ficou abaixo de 70% pela primeira vez, com 69,9%. Se o percentual do país indica um cenário em que três em cada 10 crianças não foram vacinadas, a situação pode ser pior em uma leitura regional. Enquanto, no Sul, a proporção é de 79%, no Norte, é de 61%. O estado em pior situação, segundo o painel de dados, é o Amapá, onde o percentual é de apenas 44% de bebês imunizados. A Agência Brasil procurou o Ministério da Saúde para comentar a queda da cobertura vacinal contra a pólio e as estratégias para revertê-la, mas não teve resposta até o fechamento desta reportagem. Em posicionamento sobre o mesmo tema divulgado em fevereiro, a pasta disse que realiza ações de comunicação ao longo de todo o ano, não apenas durante as campanhas de vacinação, para reforçar a informação sobre a segurança e a efetividade das vacinas como medida de saúde pública. Área livre da pólio O Brasil não detecta casos de poliomielite desde 1989 e, em 1994, recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem, em conjunto com todo o continente americano. A vitória global sobre a doença com a vacinação fez com que o número de casos em todo o mundo fosse reduzido de 350 mil, em 1988, para 29, em 2018, segundo a Organização Mundial da Saúde. O poliovírus selvagem circula hoje de forma endêmica apenas em áreas restritas da Ásia Central, enquanto, em 1988, havia uma crise sanitária internacional com 125 países endêmicos. Risco A queda das coberturas vacinais no continente americano, porém, fez a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) listar o Brasil e mais sete países da América Latina como áreas de alto risco para a volta da doença. O alerta ocorre em um ano em que o Malawi(https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-02/polio-caso-na-africa-indica-necessidade-de-maior-cobertura-vacinal), na África, voltou a registrar um caso de poliovírus selvagem, e a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, notificou um caso de poliomielite com paralisia em um adulto que não teria viajado para o exterior. Paralisia A infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant lembra que a infecção pelo poliovírus é muitas vezes assintomática, mas pode ser grave e provocar paralisias irreversíveis e fatais, já que, além dos membros, a pólio também pode paralisar os músculos responsáveis pela respiração. Nesses casos, a sobrevivência do paciente pode passar a depender do uso de um respirador. "Só existe uma maneira de prevenir pólio, que é através da vacinação. Mas com uma vacinação muito baixa, tem mais gente suscetível. Se temos quase 3 milhões de crianças nascidas vivas por ano, e se temos uma vacinação de 60%, temos 40% de quase 3 milhões que não foram vacinadas", alerta a médica, que é presidente da Câmara Técnica de Pólio do Ministério da Saúde e membro da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). A infectologista destaca que as três doses da vacina intramuscular deixam as crianças protegidas contra os três sorotipos do poliovírus, enquanto as gotinhas imunizam apenas contra dois deles. Para os pais que perderam o momento dessa vacina ou atrasaram alguma das três doses, a especialista recomenda que retornem imediatamente aos postos para continuar o esquema vacinal de onde ele foi interrompido. "Se uma criança tomou uma vacina e ficou três anos sem receber nenhuma outra dose, ela tem que receber a segunda dose e, dois meses depois, receber a terceira. Ninguém recomeça o esquema, tem que continuar de onde parou. E continuar com a vacina intramuscular", afirma a médica. Mobilização Luiza Helena Falleiros avalia que as causas para a queda das coberturas vacinais são multifatoriais. Elas envolvem desde o treinamento dos funcionários nas unidades básicas de saúde para não perder oportunidades de vacinar e falar sobre vacinação sempre que as famílias passam pelos postos até as condições de vida dos responsáveis pelas crianças que precisam ser vacinadas. "Os postos têm que abrir, de preferência, de 7h às 19h, porque hoje você depende do trabalho como nunca e perder um dia de trabalho hoje é perder um prato de comida na mesa. Você não pode exigir que os trabalhadores deixem de ganhar dinheiro para sustentar uma família com o básico para ir ao posto de saúde. E ainda chegar lá e descobrir que a vacina acabou ou que a vacina não veio e ter que voltar no dia seguinte". Pesquisador do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) desde a década de 1970, Akira Homma participou do trabalho de estruturar a produção das vacinas contra a poliomielite no Brasil, decisivo para que a doença fosse erradicada. Para ele, as coberturas vacinais atuais são muito preocupantes, mesmo em um país que é autossuficiente na produção da vacina intramuscular, numa parceria entre a Fiocruz e a farmacêutica Sanofi. "Quando nós usamos a vacina de vírus atenuado para a eliminação da pólio na década de 1980, havia dias nacionais de vacinação que contavam com a participação de toda a sociedade brasileira e voluntários em milhares de postos de saúde, vacinando 18 milhões de crianças abaixo de 5 anos em dois ou três dias", lembra ele. "Não sei se conseguiríamos outra vez aquela mobilização, porque os momentos são diferentes, as prioridades são diferentes, mas a gente tem que buscar uma mensagem, porque a mensagem que está sendo transmitida não está chegando na população, não está tocando a população". A própria erradicação da pólio, na opinião do cientista, fez com que a população perdesse o medo e o interesse pela doença, que já foi motivo de pavor de famílias ao redor do mundo ao longo do Século 20. "A população hoje pensa que já está protegida, mas não está", diz ele, que defende que seja incluída mais uma dose da vacina inativada contra a poliomielite no calendário vacinal das crianças, e que seja feita uma investigação epidemiológica para saber como está a imunidade dos adultos que tomaram apenas a vacina oral.   Fonte: Conselho Nacional de Saúde - Ministério da Saúde (Texto e foto: Agência Brasil)

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Festiva Híbrida de Posse e Transmissão de Cargos

No dia 30 de julho de 2022 realizou-se a Festiva Híbrida de Posse e Transmissão de Cargos do Rotaract Club de Jaboticabal para a Gestão 2022-23, às 10 horas, de forma virtual, através da Plataforma Meet e presencial no Salão do Rotary Club de Jaboticabal. A festiva marcou o início da jornada do companheiro Giovanni Alexander de Oliveira como presidente na gestão 2022-23 e a posse do novo Conselho Diretor do RAC Jaboticabal. Estiveram presentes autoridades da família rotária, tais como: Antônio Carlos Marchiori – Governador do Distrito 4540, ano 2008-09 e Atual Presidente do Rotary Club Padrinho, Igor de Paulo Pereira - Representante Distrital de Rotaract 2022-23, Manoel Henrique Muniz Lima – Past Representante Distrital de Rotaract 2021-22, Marco Antônio Orlando Nicácio Nascimento - Representante Distrital de Rotaract Eleito 2023-24, Chistian Santos – Past Representante Distrital de Rotaract 2021-22 do D.4563, Maria Massumi Marumoto – Representante Distrital de Área, Yasmin Sales Menezes - Presidente do Rotaract Club de São Joaquim da Barra 2022-23, contando ainda com a presença de queridos companheiros de Rotaract Club do distrito 4540, familiares e amigos. É com muito carinho que agradecemos a presença de vocês em nosso evento! #Imaginerotaract4540.

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Doação de Livros

No sábado, 30, o Rotaract Club de Tambaú realizou uma doação de livros para a Gelateca do Movimento La Cucaracha (coletivo da cidade, parceiro do clube). Ao todo, foram mais de 50 livros doados, divididos em ficção, clássicos, auto-ajuda, HQ’s entre outros.A Gelateca é um projeto que consiste em deixar uma geladeira itinerante recheada de livros para que a população possa pegar e ler de forma gratuita, e após o fim da leitura troque o exemplar por outro título.

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“Use e abuse da tecnologia”

O tema deste ano centra-se no papel da tecnologia como uma ferramenta que pode permitir e impedir o tráfico de seres humanos. Com a expansão global do uso da tecnologia – intensificada pela pandemia do COVID-19 e a mudança do nosso cotidiano para plataformas online – o crime de tráfico de pessoas conquistou o espaço cibernético. A internet e as plataformas digitais oferecem aos traficantes inúmeras ferramentas para recrutar, explorar e controlar as vítimas; organizar o seu transporte e alojamento; anunciar vítimas e alcançar clientes em potencial; comunicar entre os perpetradores; e ocultar produtos criminais – e tudo isso com maior rapidez, custo-benefício e anonimato. Além disso, a tecnologia permite que esses criminosos operem internacionalmente em jurisdições e evitem a detecção com maior facilidade. Os traficantes usam as redes sociais para identificar, preparar e recrutar vítimas, incluindo crianças; e-mails e serviços de mensagens são usados ​​para coação moral das vítimas; e as plataformas online permitem que os traficantes anunciem amplamente os serviços prestados pelas vítimas, incluindo material fotográfico infantil. Situações de crise também podem intensificar esse problema. Os criminosos lucram com o caos, desespero e separação de pessoas – particularmente mulheres e crianças – dos sistemas de apoio e dos membros da família. Para as pessoas em movimento, os recursos on-line podem se tornar uma armadilha, especialmente quando se trata de planos de viagem falsos e ofertas de emprego falsas direcionadas a grupos vulneráveis. No entanto, no uso da tecnologia também reside uma grande oportunidade. O sucesso futuro na erradicação do tráfico humano dependerá de como a aplicação da lei, os sistemas de justiça criminal e outros podem alavancar tecnologia em suas respostas, inclusive auxiliando investigações para esclarecer o modus operandi das redes de tráfico; reforçar os processos penais através de provas digitais para atenuar a situação das vítimas em processos penais; e prestação de serviços de apoio aos sobreviventes. As atividades de prevenção e sensibilização sobre a utilização segura da Internet e das redes sociais podem ajudar a mitigar o risco de as pessoas serem vítimas de tráfico online. A cooperação com o setor privado é importante para aproveitar a inovação e a expertise para o desenvolvimento de soluções tecnológicas sustentáveis ​​para apoiar a prevenção e o combate ao tráfico de pessoas. (Fonte: UNODC)

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Usando o poder da tecnologia para ajudar vítimas de tráfico de pessoas

O tema 2022 do Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas é “use e abuse da tecnologia”. Abaixo, encontre exemplos de como a tecnologia pode ser aproveitada para detectar, resgatar e apoiar vítimas de tráfico potenciais ou exploradas. A Internet faz parte da vida cotidiana de bilhões de pessoas em todo o mundo. As atividades diárias que antes exigiam interação pessoal – de compras a romance, serviços bancários e até assistência médica – agora são, principalmente devido à pandemia do COVID-19, comuns online. Mas há um lado sombrio em todos esses avanços. À medida que o mundo se tornou mais experiente em tecnologia, o mesmo aconteceu com os traficantes de seres humanos. A internet e as plataformas digitais oferecem aos traficantes inúmeras ferramentas para recrutar, explorar e anunciar vítimas; organizar o seu transporte e alojamento; e ocultar produtos criminais – e tudo isso com maior rapidez, custo-benefício e anonimato.  No entanto, no uso da tecnologia também reside uma grande oportunidade. “Para proteger as pessoas, precisamos proteger os espaços digitais do abuso criminal”, diz Ghada Waly, diretor executivo do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). “Podemos ajudar as autoridades policiais a usar, com suporte técnico e salvaguardas apropriadas, inteligência artificial, mineração de dados e outras ferramentas para detectar e investigar redes de tráfico.” Além disso, a Internet pode ajudar a prestar apoio às vítimas a grandes distâncias, enquanto as atividades de sensibilização sobre a utilização segura das redes sociais podem ajudar a reduzir o risco de as pessoas serem vítimas de tráfico online. Usar a tecnologia para ajudar as vítimas antes de serem exploradas Um exemplo de uso poderoso e positivo da tecnologia para combater o tráfico de pessoas vem da Love Justice International, uma organização da sociedade civil que recebeu financiamento do Fundo Fiduciário Voluntário das Nações Unidas para Vítimas de Tráfico Humano (UNVTF). Love Justice trabalha para identificar potenciais vítimas enquanto estão em processo de tráfico – ou seja, depois de serem recrutadas, mas antes de serem exploradas. Ao combinar seus próprios dados sobre possíveis vítimas anteriores com gráficos de rede rodoviária do OpenStreetMap (um banco de dados geográfico colaborativo de código aberto), criou mapas de calor de rotas mostrando os segmentos de estradas que provavelmente serão mais usados ​​para tráfico humano em determinadas áreas. Love Justice usa essa abordagem de mapeamento, juntamente com dados da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos e estimativas de PIB do Visible Infrared Imaging Radiometer Suite para desenvolver um modelo preditivo que estende o uso do mapa de calor de rotas para locais onde os dados de rotas das vítimas ainda não estão disponíveis. acessível. Esses mapas de calor de rotas ajudam a Love Justice a determinar onde colocar novas 'Estações de Monitoramento de Trânsito'. Nessas estações, funcionários treinados sobre como traçar o perfil de vítimas em potencial – ou seja, pessoas que estão em processo de tráfico ou em alto risco de tráfico – fazem uma série de perguntas. A organização usa aprendizado de máquina para atribuir pesos relativos a um conjunto de 'sinais de alerta' que podem ser descobertos por meio do processo de questionamento, o que ajuda a criar a previsão mais precisa de se uma pessoa está sendo traficada. Quando os funcionários identificam uma vítima em potencial que atende aos critérios, eles tentam 'interceptá-los' convencendo-os a retornar à segurança ou envolvendo a aplicação da lei em casos com menores ou provas mais sérias. Nos casos em que os riscos são menores, onde migrar para o trabalho é a opção mais viável para o empoderamento econômico, ou onde os migrantes simplesmente optam por continuar sua jornada apesar dos riscos, a Love Justice trabalha para facilitar a migração informada e segura.  Até o momento, Love Justice interceptou 30.578 pessoas para evitar que fossem traficadas em 64 estações de monitoramento em 28 países.  “Quando a equipe do Love Justice me questionou pela primeira vez, eu estava com medo e menti sobre algumas das coisas que aconteceram”, disse Safia*, uma garota de 14 anos da Índia que foi enganada e molestada por um traficante antes que os monitores do Love Justice interviessem. . “Depois que me senti mais confortável com eles, comecei a contar tudo o que aconteceu. Se eu não tivesse sido interceptado, minha vida teria sido difícil e as pessoas teriam me desprezado. Espero me tornar um policial depois de terminar a escola. Quero poder ajudar outras meninas que sofrem como eu sofri”. A organização também coopera com as autoridades locais, fornecendo-lhes informações e insights para levar os traficantes à justiça. Love Justice relata que 1.176 prisões foram feitas como resultado de seu trabalho, com 32% dos casos encerrados resultando em condenações. O trabalho da organização é um exemplo claro de como as tecnologias podem ser aproveitadas para o bem quando se trata de tráfico de pessoas. Usando a tecnologia para fornecer apoio às vítimas de tráfico Espacios de Mujer, também financiado pela UNVTF, oferece apoio psicossocial a mulheres traficadas na Colômbia. Quando a pandemia do COVID-19 chegou, a organização da sociedade civil teve que redefinir a estratégia de como levar esses serviços críticos e vitais às vítimas em extrema necessidade. A organização decidiu trazer seu apoio psicossocial online, alcançando 27 vítimas para ajudá-las a melhorar sua saúde mental. Para ajudar os outros e fornecer o mesmo suporte online que pode pessoalmente, Espacios de Mujer criou um guia virtual (em espanhol), descrevendo seus métodos tanto para profissionais que desejam liderar programas semelhantes quanto para vítimas participantes do programa. Como uma vítima de tráfico, Jessica, observou: “Durante a pandemia, peguei o vírus, mas nunca me senti sozinha porque Katherine e Jenifer [respectivamente, assistente social e psicóloga da Espacios de Mujer] me ligaram muito e me ajudaram a atender às minhas necessidades de casa.”   *Nome alterado para proteger a privacidade (Fonte: UNODC)

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